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Sobre o Mesmo Chão

Palavrantiga

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Opiniões de clientes

Bons ventos kuyperianos

Os primeiros álbuns do Palavrantiga foram tão bons que a expectativa criada para “Sobre o mesmo chão” era altíssima. Comprei as músicas e aguardei ansioso o download, não sem um certo receio de me decepcionar, mesmo com alguns amigos já falando tão bem do novo trabalho.
Começo a ouvir e me enchem os ouvidos aquela mesma qualidade sonora aliada às letras que fogem do lugar comum e mediocridade do “faz chover”. Ah, expectativa mais que bem atendida! Gosto demais desta banda.

E por que gosto tanto de Palavrantiga?
Porque “agora tanto faz o que é sagrado. Nada importa se isso tudo não for antes santificado” (Sagrado). Afinal, que é o profano em oposição ao sagrado? Já não sou mais o mesmo, estou “distante daquilo que eu era, sem força, nem fé ou poesia” (De manhã).
Conheci a Beleza quando ouvi a Voz que dizia “Segura tua alma, menina. Me espera, menina. Olha pra Mim, Te trouxe o bem. É a Boa Nova” (Minha menina). Então, diz minha alma, “é por isso que eu vou neste rio que corre sem pressa. Navegante que sou, sei que tudo é um presente pra ela” (Rio torto). E, enquanto navego, “vou subvertendo o mundo, amando a esperança que salta os muros e brinca arteira com tua criança” (Sobre o mesmo chão).
Mas, também, eu não me engano “De tudo quanto eu tenho pra dizer, eu digo muito pouco com as palavras. Eu presto atenção em Ti” (Boa Nova). Se falho, no entanto, meu espírito sabe: “antes, pede perdão“ (Antes do final).
E quando enfim ouvir chamar: “Vai, é a hora de ir. Tua fé abriu um caminho bom. Siga agora o teu sonho, vai” (Partiu), sei que “meu lar não está tão longe. Caminho certo que vou encontrar meu doce lugar na eternidade” (Meu lar).

Eu canto Palavrantiga, você canta o que?

Soli Deo Gloria!

Ainda tem muito chão pela frente!

Depois de quase 2 anos, Palavrantiga volta a cena com um novo disco de estúdio. O novo trabalho que tem a primeira faixa como título é a síncope de um esforço calculado. O trabalho de Marcos Almeida e companhia reflete os pensamentos mais contemporâneos da arte que não precisa de justificativas. A banda brasileira de rock tecido na esperança dá um novo passo em direção a efervescência das miscigenações características de nosso país. O disco "Sobre o Mesmo Chão" é como o trem representado na capa de seu trabalho anterior, não para, espera pelo caminho, caminha ao esperar. Não é um disco de ruptura mas de continuidade. Um disco que relaciona-se com seu meio, compreendendo as distensões entre a atividade de artistas, gêneros, crítica e público. Palavrantiga segue seu caminho, torcendo para que boas companhias apareçam logo durante esse passeio. A mudança para a gravadora Som Livre gerou uma expectativa de distanciamento do cenário de música religiosa ao qual eram ligados até então.

A produção é de responsabilidade de Jordan Macedo, a gravação foi no estúdio Diante do Trono em Belo Horizonte e os cuidados são significativos na evolução musical da banda. Podemos experimentar o paradoxo no palco, os saudosismos e novidades que embalam cada faixa desse trabalho. Desde o início, enfaticamente conectado a expressão de unidade, em "Sobre o Mesmo Chão" até a conclusão com "Partiu", os ouvidos precisam estar atentos aos detalhes sucintos de metáforas e subjetividades nos versos de cada canção.

Essa viagem começa com o rufar militar, a canção de guerra que subverte, digna da força de "Sunday Bloody Sunday" do U2. A primeira faixa ainda é introdução que remonta ao "Amor que nos faz um" do disco anterior. É a unidade que valoriza nossa humanidade trocando apenas o ponto-de-vista e mantendo a mensagem.

A faixa que determina a continuidade do Palavrantiga é "Sagrado". A canção acaba com as rotulações, rasga o véu, leva a banda a um novo patamar. Alerta para os cuidados nessa subida com sinceridade e peito aberto. Sua ordem-oração é firme e insistente, uma água mole em pedra dura para ouvidos dispersos. A luta segue pelas próximas faixas.

Em seguida, enfrentando os mais incautos fiéis do bom rock, "Branca" traz a brasilidade que Marcos a tanto tempo buscava para a banda. A canção-tema da Igreja faz o bom braço-cruzado querer dançar na avenida e pedir para que essa noiva solte os cabelos. A orquestração final mostra que a banda está interessada nos perfis de Buarque e Veloso, da bossa e da tropicália.

Os ânimos se acalmam em "De Manhã". É a hora de descansar, de receber o abraço, chorar confessando e alinhando-se para um suspiro de esperança, de entrega. É boa música que não para por aí.

A cazuzesca "Rio Torto" é poesia didática, experiência sublime de passeio. O rock nacional é relembrado pelos riffs cansados e voz rasgada. Essa história segue claramente em "Minha Menina" com seu refrão pra ser gritado em comunhão. A busca por identidade evidencia o desespero dessa menina pós-moderna, indecisa, plural que não conhece seus propósitos, mas entende tudo sobre todas as coisas.

"Boa Nova" preza pelo panegírico sintético. Nada mais importa além dela. Não há vida fora dela. A canção alonga a entrada do hino "Rookmaaker". Minha sincera opinião é de que a música que repete-se nos discos do Palavrantiga não faz mais que a obrigação de manter-se no corpo dessa nova peça musical. "Rookmaaker" é um hino que melhora a cada vez que é cantado. É um grito de guerra para uma geração interessada na transcendência, no holismo de sua experiência de vida. Os conselhos não param de jorrar como em uma fonte de águas vivas, uma torneira impedida de fechar-se, por enquanto.

Conselhos, esses, que não param de martelar os ouvidos de quem usufrui do disco. "Antes do Final" alerta: o disco não está acabando! Entretanto você precisa saber que há uma mensagem nas entrelinhas, uma sugestão, reflexão para a vida desvairada, para a prestação de contas salomônica. Do arrependimento ao perdão, a banda passa sem parar.

É "Meu Lar" que dança aos embalos de uma noite de lua azul, de "céu" aberto. Esperança no porvir preenche cada refrão de uma canção que não quer acabar até tornar-se verdade. Mas os 50 minutos precisam ser fechados nessa etapa da vida do Palavrantiga e "Partiu" encerra ironicamente a quase uma hora de passeio nesse trem. Não há escapatória. Essa escatologia mineira festeja uma maturidade própria de dedicados porta-vozes de uma nova geração musical em treinamento para uma batalha que já aconteceu, acontece e acontecerá. Tudo ao mesmo tempo. É certeza de bons ventos para a música nacional. Benditos sejam sobre o mesmo chão.

Subversão neocalvinista!

A cada novo trabalho, o Palavrantiga se mostra como uma banda cada vez mais única no cenário nacional. É a minha preferida. Quem não tem um nível razoável de instrução bíblica não entenderá patavinas do que o Marcos Almeida esconde nas entrelinhas de suas poesias. Em contrapartida, quem passa a amar tanto a instrução bíblica quanto a Poesia (o que inclui o Poeta - quem lê, entenda) será levado a dar graças a Deus por Ele ter levantado esses caras como uma verdadeira voz profética em meio ao nosso caos "gospel" de cada dia. Músicas como "Sobre o mesmo chão", "Sagrado" e "Minha menina" (esta, uma belíssima declaração de amor do Noivo!), somente para citar algumas, vieram mesmo para ficar eternizadas - isso para não falar de todo o disco!

Continue assim, Palavrantiga, enchendo nossa cultura da mais legítima subversão neocalvinista!

Sobre o Mesmo Chão, Palavrantiga
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